<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-26114424</id><updated>2011-04-21T22:07:21.762-03:00</updated><title type='text'>" E com o cair do pano, o espetáculo termina..."</title><subtitle type='html'>Toda e qualquer coisa descrita no blog é uma história criada por mim. Se acaso usar trechos disso em algum lugar, por favor não esqueça de citar meu blog como autor. Obrigado por sua visita. Seja bem vindo ao mundo vampírico.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://noiteseternas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26114424/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noiteseternas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>The Val Garen Family</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371374264696243844</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>3</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26114424.post-114676322871623417</id><published>2006-05-04T14:03:00.000-03:00</published><updated>2006-05-04T14:23:00.050-03:00</updated><title type='text'>A Causa...</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4787/2733/1600/vamp6.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4787/2733/320/vamp6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; *Dez minutos. Após toda aquela conversa, por dez minutos Andreas permanecera encostado de costas na porta. O Pequeno Michael não estava lá. Não havia mais ninguém com quem conversar, ou algo para distrair sua mente. Durante dez minutos o velho usou de toda sua força de vontade para apagar aquela imagem de sua cabeça, reunir sua coragem e voltar para o trabalho que precisava ser feito. 34 horas sem sono... Parece que não havia feito nada. O Ar voltava a entrar normalmente pelas narinas do velho enquanto seus olhos abriam lentamente. Tinha a visão daquela biblioteca, de sua mesa, de seus livros abertos. A Página do velho diário continuava marcada. Aquela gravura continuava ali. Parecia ter se movido tanto mas, como era de se saber, era uma gravura... Não havia saído do lugar. Fruto de sua imaginação, Andreas? O som da sola dos calçados contra o chão se fazem ouvir. Andreas recomeçava o caminho até sua mesa, contornando-a e em seguida sentando-se de maneira confortável na larga cadeira. Punha novamente os óculos “meia lua” ante seus olhos enquanto seus dedos viravam as páginas de volta ao início do livro. O vampiro começaria a narrar sua história. Kihaell... Os Val Garen já haviam escutado esse nome. Relatos de que fora esse vampiro que dera cabo de uma caçadora de alcunha Ângela Hunter. Provavelmente uma das melhores que já existiu. Aqueles fatos levavam Andreas a ler o livro com mais atenção ainda. Ela tinha tido a ousadia de enfrentar Kihaell sem nada saber sobre ele. Os Val Garen não cairiam naquele tipo de erro. Não teriam tamanho despautério. A caligrafia do vampiro era perfeita. Parecia que ele fazia questão de perder tempo no capricho daquela letra redonda e bem desenhada. Estava escrito em Latim. Os olhos azuis de Andreas começam a percorrer a primeira linha do texto.*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“ Sinceramente só não me lembro da data exata em que tudo começou. Foram 33 anos depois do ano que os cristãos escolheram como o marco zero de nossa história. Acredito que deve estar pensando no Nazareno, nosso salvador. Sim, ele morreu naquele mesmo ano. Para ser sincero, naquela mesma noite. Logo depois que o maldito messias disse ao mundo um consolador prometido estava vindo. No momento em que ele morria, eu nascia. Você pode imaginar exatamente o que aconteceu... Todos naquele maldito vilarejo achava que eu seria o tal consolador. Achavam que Jesus havia morrido e encontrado em meu corpo uma nova morada. Só que, até os meus três anos de idade, eu nunca havia urinado vinho e minhas fezes não tinham o odor diferente do resto do mundo. Acredite quando eu digo. Uma criança que nasce no dia da morte do salvador e não é alguém diferente, só pode ser vista como o demônio. O verdadeiro anticristo. E insisto em dizer que, embora hoje em dia nada tenha contra tal título, naquela época isso não era uma coisa muito “romântica...”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Andreas levantava os olhos novamente fitando a porta. A dança das chamas parecia mais intensa. Quase como se ele pudesse sentira aquelas palavras saltarem do livro e se desenharem na parede. Por mais que aquilo fosse impossível, era como se o vampiro pudesse, de repente, sair de dentro do próprio livro e suga-lo para dentro de si. Como se quisesse mostrar a história em primeira pessoa, como se convidasse o velho a vivencia-la. Andreas tentava manter a mente desperta... Tinha de recusar qualquer tipo de convite do vampiro. Precisava estudar, e não se entregar. Passava a mão na página amarelada, como se quisesse desfazer qualquer tipo de “efeito mágico” que esta pudesse ter. Novamente os olhos do caçador encaram as palavras, como se travasse uma luta silenciosa com elas*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“...Como era de se esperar, todos passaram a ter uma reação negativa à minha presença no vilarejo. Fui criado sem ir à qualquer tipo de escola daquela época. Fui proibido de aprender qualquer ofício. Fui proibido de expressar minhas opiniões. Não tinha amigos. Todos ...Todos exceto minha mãe. Ela conseguia fazer o inferno mais suportável para mim. Apenas menos doloroso. Eu desenhava nas paredes de casa com pedaços de carvão. Sem falsa modéstia devo dizer que, apesar de somente sete anos na época dos desenhos, estes eram veradeiras obras de arte. Aprendi também, sozinho, o valor da moeda de troca. Cada desenho na parede de casa valia a atenção de meu pai. Sim... Ele tinha de prestar atenção em mim, ao menos enquanto me dava uma surra. Dizia que desenhos sobre morte e aquela “arte do demônio” não seria tolerada na casa dele. Não sobre o teto onde ele punha comida. Eu odiva meu pai mais do que tudo...Mais do que qualquer coisa. Já tinha mandado um dos mandamentos para o inferno havia um tempo. Eu tinha sete e queria matar meu pai.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;* Andreas era um especialista em decifrar a caligrafia das pessoas. Podia dizer diversas coisas sobre diversas pessoas apenas olhando a letra ou a expressão facial das pessoas. Entendia que o vampiro Kihaell não nutria um ódio pelas pessoas que tanto o desprezavam em sua infância. Queria apenas que eles morressem. Sozinhos. Da pior maneira possível. Agora, quando os relatos do cainita elucidavam sua relação com o pai...Aí sim. Aí o ódio podia ser até mesmo tocado. Deixava de ser um substantivo abstrato...ganhava forma, corpo e ações definidas nas entrelinhas das frases do vampiro. Andreas podia entender aquilo. O que ele não podia entender era o motivo daquele espaço negro no resto da página, logo abaixo ao final daquele manuscrito. Parece que Kihaell mudara de idéia sobre o que havia escrito ali. Parece ter riscado, de forma insistente todo o conteúdo do final daquela página. Quase até rasga-la. A curiosidade do velho se aguça, e ele se torna inquieto na cadeira. Retirava os óculos e os punha sobre a mesa, forçando as pálpebras para que pudesse ver qualquer coisa ali naquele breu que parecia quase saltar do caderno. As chamas das velas se tornam mais intensas naquele momento, como se tudo agisse a favor do Val Garen. Ele apoiava as mãos sobre a mesa, aos lados do caderno e aproximava o rosto do caderno, forçando sua vista. Era impressão ou pareciam ter mesmo dois olhos observando-os alí? Ele aproximava mais os olhos e podia, juntando um ou outro traço mais claro que a figira continha, ver o contorno claro de um rosto. A gravura parecia olha-lo insistentemente nos olhos...Podia ver o desenho da boca da gravura... aqueles caninos expostos...fora dos lábios. Podia sentir quando a escuridão saia do caderno, envolvendo seu campo de visão, fazendo seus olhos se focarem unicamente nos olhos da figura... Não havia mais som nenhum e Andreas nem lembrava que as velas podiam ter se apagado. Estava concentrado naquela figura que se formava, em todo aquele encanto do vampiro. O cansaço já não importava mais. De repente o corpo do velho fora projetado para trás. Era como se aquele desenho tomasse vida de vez. Os olhos brilharam no tom verde, os caninos quase o morderam e por segundos as sombras pareciam impedi-lo de respirar. Loucura? Ilusão? Independente do que houve exatamente foi o suficiente para que Andreas grudasse nas costas da cadeira e, com esse impulso, arrastasse a mesma até a parede, produzindo um ruído alto. O cansaço bateu... O sono bateu... O medo bateu. Aquela imagem queimava os olhos e a mente de Andreas, era como se todo o mal pudesse ter despertado após o convite do imaginário do caçador. Era como se aquela imagem pudesse ter saltado do desenho diretamente para dentro da cabeça de Andreas. A realidade girava à sua frente. Não havia mais luz. Podia sentir que estava apagando, não sentia mais seus membros. Nada. Puxava o ar e este parecia não vir mais. Estava acabado...cansado...Não conseguia mais lutar. Precisava vencer aquilo, mas as pálpebras não deixavam... Os olhos se fechavam... Tudo parecia estar indo... Talvez não fosse mais conhecer o seu inimigo. A voz infantil de Michael vinha à sua cabeça&lt;br /&gt;–“Pai, é verdade que aqui me escondem dos vampiros? De que aqui eles não podem me pegar?”&lt;br /&gt;*Após tanto trabalho... Após aquilo tudo, ele estava ali. Fraco. Nada mais via. Sua biblioteca pertencia às sombras. Não podia dizer porquê ou se estava morrendo. Não enxergava mais nada. Não sentia nada. Tudo. Tudo estava em paz.*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ Obs.: Ângela Hunter, citada no conto acima, é uma personagem de uma grande amiga minha, cujo nome não vou revelar. Podem saber mais sobre os contos dela no link “ Tyr Quentalë. Obrigado mana... ] &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26114424-114676322871623417?l=noiteseternas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noiteseternas.blogspot.com/feeds/114676322871623417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26114424&amp;postID=114676322871623417&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26114424/posts/default/114676322871623417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26114424/posts/default/114676322871623417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noiteseternas.blogspot.com/2006/05/causa.html' title='A Causa...'/><author><name>The Val Garen Family</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371374264696243844</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26114424.post-114511903127486372</id><published>2006-04-15T13:32:00.000-03:00</published><updated>2006-04-15T13:37:11.286-03:00</updated><title type='text'>Um momento de paz...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4787/2733/1600/Raphael.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4787/2733/320/Raphael.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;* Estava de noite. Estava frio. As pessoas já haviam saído do trabalho. Alguns se dirigiam para casa e outros buscavam horas de alívio em suas vidas, se entregando de maneira desenfreada à bebidas alcoólicas ou drogas químicas. O mundo estava um inferno. Não havia fé, não havia felicidade. As pessoas pareciam viver apenas por obrigação ou medo de tirar a própria vida. Eram quase meia noite quando ele avançava, caminhando no topo de um prédio de seus sete, oito andares. Vestia-se de negro. Não havia mais motivos para que usasse branco naqueles dias. Não acreditariam no que ele era. As regras estavam claras. Ele não podia interferir. Apesar disso tudo ainda mantinha aquela presença capaz de fazer todos a seu redor se sentirem bem. Caminhava com as mãos no bolso do sobretudo, cabisbaixo na direção da borda daquele terraço. Com um pequeno salto, se punha de pé naquela espécie de parapeito. Olhava pela primeira vez ao redor, buscando compreender tudo o que acontecia naquele momento. Estava acima de um beco. Podia ver a parte de trás de um bar. Talvez o único com pouco movimento na cidade. Cada vez que aquela porta de metal se abria, revelando um empregado retirando o lixo ou qualquer coisa do tipo, ele podia ouvir aquela música alta. Alguém que cantava sem sentimento, acompanhado por acordes pesados de uma guitarra. Como? Como alguém podia sentir prazer em cantar algo como aquilo? Como eles podiam gostar? Será que não entendiam? Ele flexionava os joelhos agora, tocando o cimento com as mãos. A porta, naquele momento, estava fechada. Ele podia ouvir buzinais soando nas ruas, aquele barulho do trânsito insuportável. Freadas bruscas e pneus cantando... Naquela hora da noite, quando todos deveriam estar dormindo. Sábado estava chegando. Alguns andares abaixo, ele podia ouvir o choro de uma criança. Somente alguém especial como aquele homem podia ter a sensibilidade para, no meio de tantos sons altos, ouvir aquele pequeno choro. E pela primeira vez ele sorriu. Passou a mão pela testa, retirando os cabelos loiros que insistiam em cair-lhe ante o rosto. Apoiava o cotovelo nos joelhos e pendia a cabeça para frente. Crianças. Principalmente os recém nascidos. Eles eram a esperança. Todas as respostas estariam neles. Outros sons chamavam a atenção do homem naquele momento. Os olhos dele novamente focalizavam a porta do Bar. O som havia sumido e um homem puxava uma mulher pelas mãos. Mas o que estava acontecendo? Ela não queria ir, será que ele não entendia aquilo? Ela tentava arranha-lo, batia em seu braço, tentava se desvencilhar... Nada. Aquele homem definitivamente não era algo normal. Após algum tempo, ainda em cima do prédio, Raphael se punha de pé. As regras eram claras. Iria ver a cena de um amaldiçoado pelo Pai. Alguém que seguia um outro alguém que desrespeitara à Deus e suas criaturas. Alguém que só continuava naquele mundo graças à misericórdia do Senhor. Raphael observa o instante em que, de maneira extremamente bruta, o homem projeta o corpo da mulher contra a parede. Com a mão ele a forçava a virar o rosto para o lado. Ele aproximava com uma pressa incrível seu rosto do pescoço dela. No momento da mordida, que eles insistiam em chamar de “beijo”, Raphael cerra os olhos com força. A vontade de interferir era grande. O Grito de horror que a mulher solta ecoa por todo aquele vale de cimento. Nas ruas, o tráfego impedia qualquer pessoa de ouvir. O desespero da mulher morria ante o estresse dos homens. Era assim que a coisa funcionava. Talvez a única resposta que a mulher pudesse ter fosse o choro do bebê... A criança, ainda no berço, esperneava... Como se pedisse para que a mulher esperasse ele ter tamanho suficiente para ir lá e acabar com aquele mal. O grito morre. A mulher não mais respira. Seria achada daqui a alguns dias pela polícia. O Som do choque do corpo dela contra o chão, após ser largada como um “copo vazio” ficaria marcada na cabeça de Rafael por um bom tempo. Vitorioso, o vampiro limpava dos lábios qualquer resquício de vida que sugara da mulher. Não havia mais nada. Com as mãos no bolso o vampiro voltava a caminhar até a porta do bar. Ele entraria lá, como se nada tivesse acontecido. Se fosse perguntado sobre o que fez a resposta seria simples. Ele iria por a culpa na cadeia alimentar. Ele era superior aos humanos. “Homo sapiens sanguinius”. Talvez pelo insistente choro da mulher, uma outra vizinha vem até a janela, tentar ver o que se passava. Seus olhos se dirigem para baixo e... Era daquela maneira que as vizinhas eram tão bem informadas. Novamente um grito. Raphael começava a achar que aquela era a reação padrão dos humanos ao trombar com o desconhecido. Com o Terror. Pelo menos alguém agora podia tentar fazer algo pelo corpo da vítima. Rafael fecha os olhos e torna a abri-los. Podia ver o espírito da mulher ainda preso ao corpo, pelo tênue cordão de prata. Podia ver o desespero dela ao tentar, com as mãos espirituais, levantar o próprio corpo morto. Sabia que logo Uriel, seu irmão e responsável por aquele tipo de serviço, iria chegar para tomar as providências cabíveis e necessárias. A visão espiritual de Raphael lhe proporcionava outras coisas também. Sensações desagradáveis, lamentos de espíritos que o Reino dos Céus não podiam acolher. Gritos, espectros errantes. Aquele tipo de lugar tinha uma energia péssima. Raphael sentiu pena daquele bebê ali. Não gostava da idéia de uma criança tão corajosa ser criada naquele local. Raphael pendia a cabeça para trás naquele momento. Era um primordial. Não podia deixar aquele tipo de coisa acontecer... Ele não podia interferir. Mas sabia de alguém que podia. Cerrava os olhos com força enquanto afastava os braços horizontalmente, deixando seu corpo na forma de uma Cruz. As feições andrógenas do Arcanjo se tornam mais relaxadas e sua voz infantil e musical soa livre.* Pai...Sois único. É nosso senhor, nosso Deus... Amado, respeitado e adorado. Deus justo, bondoso e misericordioso. Onipresente e onipotente, aquele que tudo pode e que tudo vê. Minha vontade, Senhor meu Deus, nada é diante da vossa. Mesmo assim, Pai, mesmo sabendo que poderia ser uma intromissão, eu peço. * Raphael voltava seu rosto na direção do espírito da mulher. Agora este parecia gritar. Chorava e soluçava, inconsolado.* São vossos filhos meu Pai. São crianças que não sabem o que fazem. Perdoai-os Pai. Perdoai-os assim como perdoam aqueles que lhes fazem tanto mal. Mostra à eles, ò Pai, a vossa luz, a vossa bondade e vossa infinita sabedoria... Permita que sejam esclarecidos Pai. A ignorância é um mal...*Raphael meneava a cabeça em negação, enquanto a primeira e única lágrima começava a brotar em seu olho direito * E desse mal, não podemos culpa-los * Nesse momento pendia o rosto para frente. Voltava a palma das mãos para cima enquanto seu próprio corpo começava a exibir aquela aura dourada...Aquela luz angelical * Permita-os ter apenas um momento de paz, Senhor meu Deus... Permita a eles somente isso. Um momento de conforto. * Naquele instante a lagrima caiu. Parecia sofrer menos a ação da gravidade do que qualquer outra coisa. Parecia um pequeno diamante quando tocava o chão da calçada. Parecia que, durante aquela prece, o mundo havia parado. Durante a queda daquela lágrima, parecia que todo o mal se dispersava... Parecia que nenhum outro ser ousaria interromper aquele momento. E, no exato momento em que aquela única lágrima tocava o chão, o silêncio se fez único. Não havia mais buzinas, nem freadas, nem ofensas gritadas, nem música, nem corpos batendo no chão, nem sirenes e nem bebês. Apenas paz. Nada de choro ou ranger de dentes. Tudo estava em paz. *&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26114424-114511903127486372?l=noiteseternas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noiteseternas.blogspot.com/feeds/114511903127486372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26114424&amp;postID=114511903127486372&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26114424/posts/default/114511903127486372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26114424/posts/default/114511903127486372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noiteseternas.blogspot.com/2006/04/um-momento-de-paz.html' title='Um momento de paz...'/><author><name>The Val Garen Family</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371374264696243844</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26114424.post-114503993036881461</id><published>2006-04-14T15:35:00.000-03:00</published><updated>2006-04-14T15:55:28.103-03:00</updated><title type='text'>Conhecendo o inimigo - Parte I</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.much-ado.net/wp/ianwp.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.much-ado.net/wp/ianwp.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;* Mesmo tendo o sol brilhando no lado de fora, a sala permanecia imersa em um profundo breu. A escuridão seria ainda mais densa se não fosse o candelabro com três velas acesas sobre a mesa, de modo que pudesse iluminar alguns poucos livros. Era uma mesa larga, pesada e de madeira, no estilo da colonização espanhola, com detalhes em alto relevo em seus pés. Serpentes, em sua maioria. Sentado entre a mesa e a parede, havia um homem em uma cadeira larga. Era um senhor, de seus sessenta e poucos anos. Tinha uma fisionomia cansada, as pálpebras pesavam sobre os olhos escondidos atrás de um óculos “meia-lua”. Lia de modo atencioso, com auxílio de uma lupa, algum texto em um livro de capa de couro negro, que parecia ser mais velho que o próprio senhor. Talvez isso justificasse as velas tão longe e a escuridão do aposento. Com a dança das chamas era possível ver um pouco além da mesa. O lugar parecia ser uma biblioteca. Era amplo e suas paredes brancas ficavam atrás de estantes negras que quase tocavam o teto. Livros. Livros e mais livros espalhados pelo chão, empilhados sobre a mesa, deixando dessa maneira diversos espaços vazios na estante. O silêncio do local é interrompido por um “clique”, vindo da porta, na parede oposta em que o velho se sentava. Os olhos azuis desse se levantam, focalizando por cima de suas lentes o jovem que acabara de entrar na biblioteca. – Com licença Pai – E a porta tornava a se fechar atrás do menino. Estava acostumado a isso. Todos na família o chamavam daquela forma carinhosa, talvez por ser, aparentemente, o caçador mais velho na atividade. Andreas largava a lupa ao lado do livro, em contato direto com a madeira da mesa enquanto se recostava na cadeira e levantava os óculos com um dedo, fitando o novato. Estava diante da mais nova promessa de guerreiro Val Garen. Filho de Kevin, a quem muitos julgavam o “mais poderoso”. Kevin havia sumido há dois anos e não deixara rastro. Os Val Garen ainda acreditavam, talvez em vão, que Kevin ainda estivesse vivo. O trabalho de Andreas não era fazer suposições. Ele trabalhava com informações. O barulho da cadeira contra o chão o chamava de volta a realidade. O pequeno Michael puxara a cadeira para sentar-se à frente do velho. Aos dez anos Michael já tinha uma mente perspicaz. Mais até do que deveria, pensava o velho. Já conhecia o garoto. Sabia o que esperar dele. Uma pergunta, uma história. Era tudo o que ele queria saber... – Pai, é verdade que aqui me escondem dos vampiros? De que aqui eles não podem me pegar?- E o velho sorria. Não poderiam. Não entrariam em um reduto do Templo. Aquela proteção que a igreja ainda fornecia aos templários era uma dádiva. Um dos poucos lugares no mundo protegidos com fé o suficiente para que nenhum vampiro transpusesse seus muros. Os olhos do pequeno brilhavam conforme Andreas ia tirando os óculos e depositando-os ao lado da lupa.* Preste atenção Michael. *A voz dele ecoava pelo aposento. Era firme, apesar da idade. Grossa, um pouco rouca. * Nosso destino foi traçado através dos séculos. Há coisas que não cabem a você ou até mesmo a mim escolher. Aqui dentro nenhum mal pode afligir seu corpo. Mas manter sua mente a salvo é uma escolha sua, criança. * Ele sorria de uma maneira paternal conforme a dança das chamas continuava. Ele podia ver os brilhos amarelados da vela nos olhos grandes do garoto. Sabia que por mais que se esforçasse não conseguia suprir a ausência do verdadeiro Pai, que o garoto mal conhecia. * Quem protege sua cabeça, é você mesmo, Michael. Eu nada posso fazer. Vá Criança. Vá e durma em paz. * Novamente o velho punha os óculos. Imaginava que apenas aquilo não seria o suficiente para acalmar o coração do pequeno herói. Michael abaixava os olhos. Sua respiração era suficientemente profunda para ser notada através de seu tórax, que parecia inflar cada vez mais. – Mas Pai... Se Kevin realmente está morto... – A voz sumia na garganta dele. Ele não chamara Kevin de Pai. Parecia tentar se afastar daquele tipo de problema, fingindo desconhecer de quem se tratava. Mas não. Andreas era um velho acostumado àquele tipo de coisa. Uma pequena interpretação de uma criança não iria convence-lo. Ele se levanta da cadeira com uma certa dificuldade causada não pela idade. No velho relógio marcava que a décima hora do dia se iniciara. Com isso eram exatas 34 horas sem sono. Aquele livro lhe prendera por completo a atenção. Agora afagava os cabelos loiros de Michael. * Filho... Não devemos trabalhar com suposições. Não falo com Kevin tem muito tempo. Não posso assegurar de que está vivo e bem. Nossos mensageiros não conseguem encontra-lo. Não podemos arriscar viagens por territórios como Madrid ou Milão. Ainda não estamos preparados. * Olhava o garoto aumentar a velocidade da respiração, como se aquilo pudesse ser um combustível para ajuda-lo a digerir tanta informação. Michael teve vontade de perguntar sobre Hirsto, aquele que muitos diziam ser o fundador do clã, Aquele que não envelhecera nenhum ano desde que se juntou à ordem do templo, mas as mãos do velho já haviam ajudado-o a se levantar e, obedientemente, entendeu aquilo como um sinal de que a conversa estava encerrada. Andreas agora conduzia o garoto até a porta e a abria para que ele saísse. * Vá, filho. Aquiete seu coração. Precisaremos dele quando a hora for chegada. Michael assente com a cabeça e se vira, tomando o caminho para sair daquele corredor que, para ele, fedia à naftalina. O velho fecha a porta e pende a cabeça para frente, encostando sua testa contra a madeira. Novamente puxava o ar com força para os pulmões. Estava ficando demasiadamente velho para aquilo tudo. Já não tinha mais fôlego. * E a Guerra só está começando. *Se virou e pôs as costas contra a porta. De lá olhava o livro aberto sobre a mesa. Aquele último achado. Aquele livro que continha a história de uma vida que não existiu. Podia de lá mesmo ver aquela gravura. Aquele vampiro que aparentemente tinha cabelos claros... Olhar penetrante. Aquela que parecia que poderia criar vida e sair voando, tamanha era o realismo e a perfeição de seu traçado. Ainda podia sentir arder na mente a linha que lera abaixo daquela gravura. “Auto-retrato: Kihaell”.*&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26114424-114503993036881461?l=noiteseternas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noiteseternas.blogspot.com/feeds/114503993036881461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26114424&amp;postID=114503993036881461&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26114424/posts/default/114503993036881461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26114424/posts/default/114503993036881461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noiteseternas.blogspot.com/2006/04/conhecendo-o-inimigo-parte-i.html' title='Conhecendo o inimigo - Parte I'/><author><name>The Val Garen Family</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371374264696243844</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry></feed>
